Cibersalão
"Cibersalão é um espaço real e virtual onde pessoas envolvidas na produção criativa em plataforma digital podem se encontrar para conversar. Para o engajamento cada vez mais profundo em nossas práticas e teorias, é essencial que compartilhemos e comuniquemos as nossas experiências. Ao celebrar e promover as múltiplas possibilidades das tecnologias de informação e comunicação, cibersalão pretende organizar discussões online e ao vivo que foquem no novo meio digital da internet, assim como apresentar trabalhos que a utilizem como subjétil.
O evento tem sua origem em Londres, Inglaterra, e é um projeto residente em diversos espaços daquela cidade: ICA - Institute of Contemporary Arts, Dana Centre, ou ainda bares e clubes noturnos. No brasil, o cibersalão também é um projeto itinerante, mas transitando por diferentes cidades do país, colocando em confronto e diálogo as visões e usos tecno-sociais do meio digital que são evidenciadas nas diferentes localidades. A comparação destes com os temas iminentes na Inglaterra tentam tornar tal confronto ainda mais potente, sob a perspectiva das relações históricas de dominação, exploração e "desenvolvimento" díspare entre o norte e o sul, e as possíveis interações e divergências entre seus bens e valores culturais."
Mais infos sobre todas as edições nacionais aqui: http://cibersalao.midiatatica.info/
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Música Para Baixar
Como construir uma cena de música independente sustentável?
A partir da afirmação, “Um mundo acabou. Viva o mundo novo!” presente no manifesto música para baixar, é que devemos refletir, aprofundar e projetar uma nova cena da música independente no Brasil, que se adapte às novas tecnologias e reúna criadores, produtores e usuários da música, com disposição e atitude para coletivamente construir novos modelos de negócios viáveis e sustentáveis para os tempos em que vivemos.
As ideias que apoiamos necessitam de tempo para se disseminar, e nós, que vivemos de música, não podemos esperar de braços cruzados enquanto a indústria e as leis não se adaptam à nova realidade. Baseados nos preceitos do movimento Música Para Baixar, temos que criar, hoje, uma cena alternativa. Como o antigo sistema ruiu e não funciona mais para ninguém, sejamos os criadores da nova realidade, os líderes da viagem ao novo mundo, a alternativa real. A tecnologia nos deu as ferramentas necessárias para essa tarefa, que, cada vez menos, necessita de intermediários entre artistas e público. Temos feito isso sozinhos. Agora, vamos fazê-lo juntos.
Vamos reunir ideias de artistas, produtores, consumidores e pensadores para formar novos públicos e oferecer outras formas de criação e consumo de música. Queremos fortalecer uma nova cena que seja economicamente sustentável para se contrapor ao modelo que recebemos.
Websemântica
Inteligência artifical, modelagem cognitiva, websemântica e redes neurais. O futuro da internet foi o tema do debate do dia 18 no Cibersalão. O encontro ocorreu entre as atividades da semana de lançamento do Pontão e contou com a participação de Rafael Polo e Daniel Chada.
Chada trabalha com o desenvolvimento do software da Cortex Intelligence, uma ferramenta de web semântica, e também atua como pesquisador de temas como modelagem cognitiva, estruturação do conhecimento, análises de sentimento e etc. Rafael Polo é formando em Ciência da Computação e lidou com projetos em áreas como mineração de dados e inteligência competitiva. Também é pesquisador em sistemas colaborativos p2p e fundador da extrapolo.com, que oferece consultoria em projetos Web nas bordas entre Software e Cultura.
América Latina Cooperativa
No dia 19 de agosto, mais uma edição do ciclo de debates Cibersalão foi realizada no Pontão da ECO. Desta vez, o tema foi o projeto América Latina Cooperativa, que tem por objetivo analisar e fomentar uma articulação entre cooperativas populares de caráter emancipatório da América Latina, buscando construir uma proposta de integração para a região.
A ideia é promover uma reflexão sobre o papel das organizações populares, especialmente as cooperativas, para a criação de um novo modelo de integração regional, baseado nos movimentos sociais e na superação da pobreza e da opressão submetida a grande maioria dos povos latino americanos.
Foi exibido o documentário médiametragem de Fernando Mamari "America Latina Cooperativa: episódio 1: Rio de Janeiro", que explora o significado do conceito de américa latina e a idéia de pertencimento ou não a ela por parte dos integrantes de cooperativas populares cariocas apoiadas pela Incubadora Tecnólogica de Cooperativas Populares (ITCP) da Coppe/UFRJ, bem como do próprio ICTP.
O filme, através de alguns exemplos bem sucedidos de cooperativas, tenta discutir a possibilidade de realização de um projeto de integração cooperativa entre os países da américa latina. Após a exibição do documentário, foi aberta a reflexão sobre os temas abordados, em especial o de como poderia ser realizada essa troca cooperativa em toda a america latina.
Saiba mais sobre o projeto no site http://americalatinacooperativa.com/
Escola da Mata Atântica debate os bens comuns no Pontão da ECO
No dia 17 de agosto, a Escola da Mata Atlântica (EMA) participou da semana de lançamento das oficinas do Pontão da ECO. Tadzia Maya, uma das coordenadoras de comunicação da EMA e pesquisadora do tema conduziu o debate Os bens comuns - como o software livre se relaciona com a agroecologia, contando com
a ajuda de Tainá Del Negri e Carlos Henrique Curumim, também integrantes do projeto que tem sede na vila de Aldeia Velha - Silva Jardim.
Foram exibidos slides (disponíveis no site da Ema) para discutir a relação de resistência comum às patentes, realizado por todos aqueles que defendem a liberdade do conhecimento e também de todas as redes que sustentam nossa vida.
"Uma das principais relações entre a agroecologia e o software livre, além da clara defesa da liberdade e autonomia, é o fato de serem movimentos sociais que os sustentam e não só um grupo de agricultores ou um grupo de nerds", disse Tadzia. Informações sobre a relação dos dois movimentos podem ser encontradas nos textos da página da Casa de Sementes Livres, projeto desenvolvido pela EMA que vem exatamente conjugando a valorização, troca e uso tanto de sementes crioulas quanto de softwares livres.
Softwares livres: novo modelo de produção do conhecimento
SOFIA MOUTINHO - AGÊNCIA UFRJ DE NOTÍCIAS - PRAIA VERMELHA
agn2pv@reitoria.ufrj.br
O Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO) recebeu Eurico Zimbres, professor da Faculdade de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pioneiro no debate sobre software livre no Brasil, para a palestra “Software e Conhecimentos Livres”, na quinta, 28 de maio, no Centro de Produção Multimídia da ECO. O professor abordou o conceito de software livre e as mudanças provocadas na forma de produção e troca de conhecimento. Segundo Zimbres, o crescimento de formas de produção colaborativa, seja na informática ou em qualquer outra área do conhecimento, constitui um novo modelo de organização mundial que se reflete em todas as relações em sociedade.
O software livre é todo programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e distribuído sem nenhuma restrição. Por essas características, ele se diferencia dos chamados softwares proprietários — como o Microsoft Windows —, que possuem licenças de uso mais restritas, não permitindo que o usuário os comercialize, modifique, distribua ou copie sem permição de seus criadores. A única regra ligada aos softwares livres é a menção da autoria de cada modificação feita em sua estrutura.
Software e Conhecimentos Livres em debate

Software e Conhecimentos Livres em debate
CiberSalão Rio.++ e Pontão da ECO apresentam
http://cibersalao.midiatatica.info/ ............................. http://www.pontaodaeco.org/
Software e Conhecimentos Livres em debate;;;;;;;;;;;;;;;;
convidado especial: Eurico Zimbres, Professor da Faculdade de Geologia da UERJ e fundador do Linuerj
CPM na ECO/UFRJ
28/5
quinta-feira, as 18h00 e noite adentro
transmissão online: www.pontaodaeco.org
Debate de Lançamento do livro "Futuros Imáginários"
“Futuros Imaginários”, de Richard Barbrook é um livro lançado em abril de 2009, resultado da primeira tradução para a língua portuguesa de uma obra do autor, professor e pesquisador do curso de Hipermídia da Universidade de Westminster (Londres, Reino Unido). Em “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global”, Barbrook apresenta uma análise do desenvolvimento das tecnologias cibernéticas de um ponto de vista pouco explorado: o político.
No Rio de Janeiro, o lançamento foi promovido pelo Pontão da ECO e contou com o debate "Participação, Vigilância e os futuros da rede", realizado por Fernanda Bruno, Henrique Antoun, Geert Lovink e Richard Barbrook. O debate pode ser acessado em video ou em audio. O livro pode ser lido na íntegra através deste link.
O autor reflete sobre o desenvolvimento tecnológico levando em consideração suas motivações políticas e objetivos econômicos, como também a sua repercussão social. Em sua análise, o autor relaciona ciência, tecnologia, economia, política, história e comunicação de massa pensando a apropriação tecnológica das futuras gerações .

